Construímos o mundo a partir de laços afetivos.
Um dos maiores legados éticos da tradição judaico-cristã reside neste preceito: “Ama o outro como a ti mesmo.”
Esse legado nos oferece uma das bases para a convivência possível e necessária entre todos os povos no mundo globalizado.
O ser humano, sim, tem um coração que sente a chaga do coração do outro e sabe compadecer-se dele.
Esses laços tornam as pessoas e as situações preciosas, portadoras de valor e infinitamente adoráveis.
O afeto não existe sem a carícia, a ternura e o cuidado. Assim como a estrela precisa de aura para brilhar, o afeto precisa da carícia para sobreviver.
É bom saber que a compreensão de Deus se renova em cada experiência originária que o ser humano faz. Deus está em todo nosso ser. Ele nos faz somar energias e conexões, nos ajudando a sair de crises e a fundar um novo ensaio civilizatório, suficientemente forte para enfrentar situações críticas e responder a novos desafios.
Não podemos esquecer que o estado do mundo está ligado ao estado de nossa mente. Vamos evitar ver o mundo adoecer.
Vamos fazer de nós uma parte da teia que precisamos tecer, para criar conexões onde irão envolver-nos uns aos outros, por todos os lados, fazendo-nos seres cooperativos e solidários. Essa teia nos fará ter um futuro e quem sabe melhor.
Precisamos cuidar do espírito para colocar os compromissos éticos acima dos interesses pessoais ou coletivos. A espiritualidade nos ajuda a manter a serenidade e a jovialidade diante da derradeira travessia.
Se você não puder ser uma fonte de água pura e cristalina à margem de uma estrada, seja uma simples gotinha de orvalho que brilha na pétala da flor ou de uma folha da planta.
Promova e solicite a união. Não basta desejar ter amizades, é preciso ser um excelente amigo.
Minha maior recompensa foi ter o prazer de colher e realizar a alegria de poder recordar.
Acredito que tive coragem ao decidir começar uma obra, que para mim já foi o ponto de partida para a sua realização. Dei o primeiro passo que representou o início de uma grande caminhada que pretendia fazer. E ainda pretendo.
Para todos aqueles que compartilharam esse ano comigo cheio muitos obstáculos, mas de muitas alegrias, desejo de coração um Natal cheio de multiplicações de gestos de bondade, generosidade e disponibilidade, nem que seja para si mesmo.
Um Ano Novo de muita fé, compreensão, reconciliação, humildade, paz e permissão para se viver feliz.
Fátima Alves
